2013 → 2026
Do primeiro "não" ao tricampeonato.
Uma equipe que começou sem sala, sem verba e sem apoio.
2013
A origem
Adriele, graduanda em Engenharia Mecatrônica na UFU, conseguiu uma espécie de estágio no INPE, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Voltou para Uberlândia com contatos, aprendizado e uma ideia, e reuniu um grupo de colegas para desenvolver a área aeroespacial dentro da universidade.
2014
A universidade disse não.
Anos antes, alunos haviam se ferido em uma atividade parecida, e a faculdade não apoiou a ideia por causa do risco, principalmente com os motores. O grupo seguiu por conta própria, aprendendo com equipes mais experientes da UnB, da UFRJ e da UNIFEI.
2015 a 2017
Um nome, uma logo, um módulo
Na primeira participação na COBRUF, o grupo criou o nome e a logo: nascia a EPTA. Em 2016, fomos oficializados como projeto de extensão da Faculdade de Engenharia Mecânica.
Em 2017, levamos a Natal um módulo de recuperação, bancado com rifa, jogos de celular e dinheiro do próprio bolso. Sem sede, trabalhávamos em laboratórios de professores parceiros e em salas de aula comuns. Um erro de projeto impediu o módulo de ir no foguete, e ele voltou para a universidade para ensinar quem viria depois.
2018
Vésper
Vésper é o primeiro ponto brilhante que aparece no céu noturno. Para nós, representava um começo: o primeiro foguete inteiramente nosso, projetado para 500 metros.
No mesmo ano, lançamos o EPTA Space Program, um jogo de celular para arrecadar fundos, com cerca de 500 downloads, e criamos o nosso diretório de pesquisa.
Vésper, a estrela da tarde, é na verdade o planeta Vênus. Por isso não aparece entre as estrelas deste céu.
2019
Uma sala, seis anos depois
Pela primeira vez, a universidade nos deu uma sede. Fechamos parceria com o 36º Batalhão de Infantaria Mecanizada para testar motores e lançar em local seguro. E fizemos a primeira tentativa de lançamento: o Vésper I não saiu da base.
Terminamos o ano com 42 membros de 10 cursos.
2020
Pausa
A pandemia cancelou o lançamento do Vésper I-b, previsto para abril. Seguimos a distância, e o nosso núcleo de jogos desenvolveu o Born To Be a Sci, sobre alguém que sonha construir um foguete.
2021
Segundo lugar, a distância
Na nossa primeira LASC, em formato online, conquistamos o 2º lugar na categoria de motores sólidos de 1 km com o projeto Osiris. No mesmo ano, participamos do programa de cooperação que reuniu 28 grupos de estudantes de 5 países em torno de um foguete de 5 km de apogeu.
2022
Ankaa
Na primeira LASC presencial, o Ankaa, projetado para 1 km, fez o nosso primeiro lançamento oficial em competição. Foi um sucesso, e a equipe voltou com o prêmio Team Spirit.
Ankaa é a estrela mais brilhante da constelação da Fênix.
2023
Polaris
O Polaris foi um dos projetos mais elogiados pelos avaliadores. Não voou naquela edição: o propelente teve problemas de qualidade, e uma inconsistência num sensor da aviônica acionou a recuperação ainda no chão. Voltamos para casa com o projeto que mais nos ensinou.
Uma curiosidade: do céu de Uberlândia, Polaris nunca aparece. Ela fica sempre abaixo do horizonte.
2024
Um ano sem céu
A LASC não aconteceu. Sem a competição, a equipe desanimou e o cronograma travou. Mesmo assim, seguimos com as atividades de impacto social.
2025
A volta
Faltava conexão, e a gestão decidiu mudar: as reuniões passaram a ser presenciais, e muitas terminavam num espetinho. Adotamos o Notion para organizar as áreas.
Em novembro, em Iacanga, o Nashira venceu a categoria de 500 metros. Pousou num canavial, e levamos quase 24 horas para encontrá-lo. O Polaris, lançado no dia seguinte, caiu numa mata fechada, sem sinal de GPS, e nunca foi recuperado. Ainda assim, terminou em nono lugar.
No mesmo ano, acompanhamos por mais de dois meses alunos da escola Gabarito na construção de foguetes para a MOBFOG, e levamos o universo aeroespacial para crianças internadas no Hospital de Clínicas da UFU.
Nashira quer dizer "a portadora de boas notícias".
2026
Merak
Em 2025, o Polaris se perdeu numa mata fechada, sem sinal de GPS. Em 2026, o novo foguete ganhou o nome de Merak, a estrela que, no céu, aponta o caminho até Polaris.
2026
Iacanga, setembro de 2026
Voltamos a Iacanga com três primeiros lugares. O satélite Themis venceu a sua categoria no Satellite Challenge e levou o prêmio de Melhor Satélite Experimental do Ano. O Atria, veículo que decola e pousa na vertical, venceu a estreia do Lander Challenge.

Nossa história de 2026 ainda está sendo escrita.